Sistema de bibliotecas da UFRN
Notícia
Universidade Federal do Rio Grande do Norte: uma jovem sexagenária 22/01/2018

Por: Eunice Câmara de Oliveira - Bibliotecária/Documentalista

 

Orgulhosa por fazer parte desta idônea Instituição desde o ano de 2003 -2006 como estudante de Biblioteconomia e a partir de 2009 como servidora concursada, também compartilho da história desta ilustre sexagenária em sua significativa trajetória através do compromisso com a Educação Superior de qualidade e com o desenvolvimento do estado do Rio Grande do Norte. No dia 25 de junho desse ano de 2018 a Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN completará 60 anos! Bastante jovem em se tratando de uma grandiosa estrutura acadêmica que não pára de crescer.

 

Assim, desde o início de sua criação e no decorrer dos anos, sua credibilidade se firmou quando, mentes de irrefutável saber como a do decano do folclore brasileiro Luís da Câmara Cascudo, Onofre Lopes - primeiro reitor da UFRN -, Diógenes da Cunha Lima, Daladier Pessoa Cunha Lima, Veríssimo de Melo, Don Nivaldo Monte, nossa saudosa bibliotecária Zila da Costa Mamede, Ângela Paiva - primeira mulher a ocupar o cargo de Reitora na UFRN, o diligente historiador Cláudio Galvão – o qual recentemente publicou o livro com o título "Ora (direis) ouvir Cascudo!: Câmara Cascudo e a música (1920-1960)" - além de abordar sobre Cascudo como musicista, fato pouco conhecido, trata ainda sobre nossa cidade Natal do final do século 19 e quase final do século 20; indubitavelmente uma viagem no tempo, - dentre tantos outros de irrefutável importância, honraram a instituição porque transmitiram seus conhecimentos e experiências para gerações de novos alunos com dedicação, compromisso e paciente especialidade.

 

Nas páginas de sua memorável história abundantes saberes foram transmitidos e registrados por esses homens e mulheres - alguns já falecidos - outros ainda ativamente atuantes como o já mencionado historiador Cláudio Galvão, os irmãos Daladier Pessoa, diretor da FARN e Diógenes da Cunha Lima, advogado e membro da Academia Norte-riograndense de Letras, ambos reitores da universidade entre as décadas de 80 e 90. Nesses sessenta anos, gerações de muitos alunos de cursos diversos, hoje homens de negócios, profissionais liberais, professores e outras categorias profissionais continuaram com a missão honrosa de elevar a nossa universidade ao nível que hoje se situa: como sendo uma das melhores do Norte e Nordeste.

 

A partir disso, faz-se mister assinalar o papel preponderante da Editora da UFRN, como produtora técnico-científica das publicações de autores tanto no âmbito universitário quanto fora deste, ou seja, as produções dos autores norte-rio-grandenses. Inicialmente inaugurada como Tipografia Universitária em 6 de fevereiro de 1962, atualmente consolida-se como a maior editora do Rio Grande do Norte. Seu crescimento e importância foi consoante ao da universidade, uma vez que, a crescente produção intelectual e cultural de uma Instituição de Ensino Superior e consequentemente a do estado onde esta está localizada, atesta seu compromisso com os objetivos primeiros da instituição, quais sejam: o ensino, a pesquisa e extensão.

 

Para tanto, o Setor de Coleções Especiais da Biblioteca Central Zila Mamede da UFRN é repositório e guardião dos materiais informacionais produzidos na UFRN, bem como os produzidos no Rio Grande do Norte, com a prestimosa finalidade de perpetuar sua história. Toda essa produção disponível para consulta naquele setor confere a seus autores nossa mais sincera estima pela sublime inspiração de registrar, após fatigantes pesquisas, os fatos históricos referentes à nossa instituição e ao nosso estado.

 

Face ao exposto, faz-se mister assinalar a valiosa obra de Veríssimo de Melo, "Síntese cronológica da UFRN 1958-1988" e "Síntese cronológica da UFRN 1958-2010" - edição atualizada - elaborada a pedido do então Reitor Daladier Pessoa; e aquele, atendendo prontamente ao pedido deste, organizou um trabalho memorável. A obra conta em tópicos breves e sucintos a trajetória dos acontecimentos que marcaram a história da instituição ao longo desses anos; o que resultou, portanto, de uma excelente fonte de informação.

 

E assim, nós que fazemos a Biblioteca Central Zila Mamede desejamos vida longa para a instituição que nos mantém. Nossa gratidão cheia de admiração para todos os intelectuais, pesquisadores, professores ativos e aposentados, alunos, funcionários e terceirizados que se empenharam com notório zêlo para fazer desta instituição uma senhora respeitosamente notável e de indiscutível valor e importância para o desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Norte.


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