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Notícia
BCZM recebe estagiários de Biblioteconomia no formato remoto 15/04/2021
BCZM
(Foto: Portal da UFRN)

Ana Lourdes Bal - Agecom/UFRN

 

Em março de 2020 tudo mudou por conta da pandemia. Desde lá, diversos setores da UFRN tentam inovar no formato remoto para conseguir seguir em frente. E conseguem. Um deles é a Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM) que recebe alunos do curso de Biblioteconomia para a realização do estágio obrigatório. Presente na grade curricular, os estudantes precisam dele para receber o tão sonhado diploma.

 

Durante o período de faculdade, os estágios são essenciais, afinal, é desta forma que os estudantes colocam a teoria em prática. Sara Sunara, coordenadora de estágios da BCZM, conta que, dessa forma, eles podem ter contato com os diversos setores da biblioteca – informação e referência; circulação; coleções especiais; repositórios digitais; acessibilidade; seleção e aquisição; e setor de processos técnicos – para aplicarem seus conhecimentos trazidos em sala de aula e conhecer o mercado na prática.

 

Segundo ela, em março do ano passado, os estudantes estavam com uma turma na metade do estágio, mas veio a pandemia o que resultou na suspensão da atividade. Este ano, após diversas reuniões com a coordenação do curso de Biblioteconomia, o retorno do estágio foi proporcionado com uma grande mudança um tanto desafiadora: o formato remoto, desconhecido até então pela biblioteca. 

 

"Em 2020.2 recebemos oito estagiários sem nenhuma experiência profissional anterior e foi um grande desafio para a gente fazer um estágio totalmente remoto, tendo apenas a teoria do curso. E nós não tínhamos experiência alguma com esse modelo remoto", conta Sara. 

 

Um desses estagiários foi Ítalo Lima, de 22 anos. Para ele, o estágio é uma etapa essencial para o aprendizado. "É um momento para você colocar em prática tudo o que viu dentro da sala de aula, além de ver, em primeira mão, as coisas que não são iguais às que você viu nos livros. É uma versão mais completa, complexa e fiel das atividades práticas que os professores passam, onde você sai do campo da simulação e vai para a realidade", descreve.

 

A modalidade remota funcionou com encontros no Google Meet e comunicação por e-mails. Eles passaram por todos os setores da BCZM, aprendendo e praticando a rotina de cada um deles.

 

De acordo com Ítalo, suas expectativas para cursar o estágio remoto não eram as melhores. "O grande ‘charme’ do estágio obrigatório era você ter uma vivência, um momento onde veria tudo o que aprendeu na prática, um momento onde você era, de fato, um bibliotecário fazendo o trabalho de um bibliotecário", explica.

 

Com a decisão da coordenação do curso e da equipe da BCZM no novo formato, ele viu que poderia dar certo. "De fato, quando as coisas foram acontecendo e íamos passando de setor em setor, vi que estava aprendendo muita coisa e vendo como era na prática muitas das coisas que os professores nos passavam em sala de aula e, em certos momentos do estágio, onde tínhamos que fazer atividades, me sentia um bibliotecário em ação também", descreve Ítalo.

 

No dia 31 de março, o tempo de estágio acabou. "Quando eles terminaram de passar por todos esses setores remotamente, fizemos um encerramento do estágio. Participaram todos os envolvidos no estágio, a supervisão, direção e os estagiários. Cada um falando um pouco sobre o que achou, principalmente sobre as expectativas. Foi muito gratificante, porque eles realmente se surpreenderam", narra a coordenadora de estágios. "Não foi o que poderia ter sido presencialmente, nunca vai ser. Mas atendeu as expectativas e ficamos muito felizes pelo que escutamos."

 

Dificuldades

 

Uma dificuldade apontada pela coordenadora é a própria internet. "Um dos alunos não conseguiu finalizar o estágio, pois seu computador acabou quebrando e ele decidiu desistir. Ficamos até o final com os sete estagiários. Essa é uma barreira, da máquina, da internet. Mas é uma coisa sem escapatória e estamos vulneráveis a isso, infelizmente", afirma.

 

Já para Ítalo, o estágio presencial ainda não pode ser comparado com o remoto, afinal, estar no ambiente da biblioteca pode te permitir enxergar coisas que apenas discursos e relatos não podem te mostrar. "Mas isso não implica que o estágio remoto é inviável, longe disso. É uma experiência super válida, e que com um esforço tanto do lado da equipe como dos estudantes, pode dar frutos a uma experiência fora do comum e super válida. Num futuro, até vejo o estágio remoto e o estágio presencial se unindo em um só, permitindo que o aluno aproveite as duas experiências, que eu acho que seria perfeito, uma união das duas faces de uma mesma moeda", encerra.


Fonte: Portal da UFRN


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