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Notícia
EMCM publica livro com relatos sobre prática em saúde coletiva 17/08/2021
Reprodução/Lucia Pouchain
(Foto: Portal da UFRN)

Jefferson Tafarel, com supervisão de jornalistas de Agecom/UFRN

 

Publicado no dia 5 de agosto, o livro Vivência Integrada na Comunidade: experiências de uma escola médica durante a pandemia da covid-19 procura destacar a atenção social à saúde, relatando a atuação da Escola Multicampi de Ciências Médicas (EMCM) da UFRN na realidade do interior potiguar. Recém-lançada, a obra concentra-se tanto nos problemas sanitários que havia antes da pandemia, como em necessidades de saúde que ganharam mais importância durante a crise causada pela covid-19. 

 

Na organização dos relatos, estiveram os professores Ana Luiza de Oliveira e Diego Bonfada da EMCM, ambos doutores em Saúde Coletiva; Jessica Farias Medeiros, mestra na mesma área; Marcelo Viana da Costa, doutor em Ciências da Saúde e pesquisador em trabalho profissional na saúde; e Raquel Littério de Bastos, professora-adjunta da instituição e doutora em Saúde Coletiva. 

 

Ações na comunidade

 

Recentemente, a EMCM recebeu uma certificação internacional, que foi concedida pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS), junto a rede Towards Unit for Health (TUFH), organização internacional voltada a instituições com responsabilidade social. O reconhecimento foi conquistado devido ao compromisso institucional em relação à social accountability, pelo trabalho desenvolvido pela instituição com atenção especial aos indicadores de compromisso com a comunidade em seu entorno. 

 

Atingindo comunidades de difícil acesso, a EMCM procura cooperar com necessidades de saúde locais, missão que faz parte da proposta pedagógica da instituição. “Com o advento da pandemia da covid-19 e seu impacto no direto na população e redes de atenção à saúde local, a EMCM montou o que chamamos internamente de Comitê de Crise, no qual a direção da escola [George Dantas], convidou a comunidade acadêmica a atuar em diversas frentes de trabalho, nas quais estudantes, docentes, técnicos administrativos e membros da própria comunidade puderam contribuir com suas expertises”, relata Diego Bonfada, acerca do conteúdo do livro Vivência Integrada na Comunidade.

 

Como desafios para integrar a comunidade, a instituição necessita aproximar pessoas e serviços em meio ao isolamento social, através de tecnologias digitais, além de promoção de práticas educativo-sanitárias, como prática de exercícios. Outros eixos de atuação importantes para a EMCM, segundo Bonfada, dizem respeito ao "desenvolvimento de ações de combate efetivo ao coronavírus nos territórios ou mesmo a proposição e implantação de um protocolo para o fluxo de pacientes na atenção básica à saúde, promovendo segurança aos pacientes". 

 

Além disso, o livro aborda os trabalhos científicos em saúde, desenvolvidos pela instituição. "Foram feitos estudos e reflexões a respeito do impacto trazido pela pandemia em populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua, moradores de abrigos, bem como a análise do aumento do uso de drogas durante o isolamento social", atenta Diego sobre as ações realizadas pela EMCM.

 

Os relatos reunidos no livro atestam a intensificação de problemas sociais e de saúde, que foram o foco de atuação dos estudantes e professores da instituição. O diagnóstico que consta na obra é de que a fome e o sofrimento psíquico, com aumento das taxas de suicídio e maiores índices de violência doméstica, pioram o cenário da pandemia no interior. 

 

A desinformação, propagadora de curas milagrosas para a covid-19, também preocupou os autores dos relatos em Vivência Integrada na Comunidade. "O livro também traz reflexões sobre como a pandemia impactou a formação médica, as políticas educacionais indutoras de mudança, a implantação de um serviço e uma disciplina sobre telemedicina e os demais efeitos do ensino remoto", complementa Bonfada. 

 

Ademais, a população local, os serviços de saúde, profissionais e gestores não são meros alvos das ações promovidas pela EMCM. "Elas são vistas como sujeitos no processo. Então, o retorno da comunidade é muito positivo, ao passo que estão engajados com o compromisso que assumimos de enfrentar essa pandemia", atenta o professor. 


Fonte: Portal da UFRN


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