Trilhas Potiguares realiza ações na Amazônia Paraense e no Rio Grande do Norte

O Programa Trilhas Potiguares da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (PTP/UFRN) completa 30 anos de existência, desenvolvendo parcerias importantes com os municípios do Rio Grande do Norte com até 20 mil habitantes. Para além disso, ao longo dos anos, incluiu, na proposta de expansão da sua atuação, a internacionalização e a nacionalização das suas ações.
Entre 14 e 20 de junho, o programa participa de uma ação nacional no Pará, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA) e a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), nos municípios de Belém (ilhas de Outeiro e Combu), São Sebastião da Boa Vista (na ilha de Marajó), Aurora do Pará, Tomé Açu, Castanhal e Curuçá.
Para além dessas parcerias nacionais, o PTP reforça as parcerias internacionais com a participação de docentes da Universidade de Múrcia (UM), na Espanha, e da Universidade de Save (Unisave), em Moçambique, que ministrarão atividades com as comunidades parceiras. Ao todo, incluindo as equipes da UFRN e os convidados, irão 34 pessoas, entre docentes, servidores e estudantes. A equipe do RN – que inclui o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) – e os convidados internacionais se juntarão a uma equipe de mais de 100 pessoas do IFPA e da Ufra, oferecendo 65 atividades de extensão, podendo incluir mais ações ao chegar nas comunidades.
As atividades envolvem oficinas, minicursos, palestras e rodas de conversas nas áreas temáticas da educação, saúde, trabalho e renda, tecnologia, produção e desenvolvimento, direitos humanos e justiça, meio ambiente, comunicação social, acessibilidade e comunicação acessível, arte e cultura e cidadania, além de propiciar uma convivência com comunidades ribeirinhas amazônicas, conhecendo a sua cultura e os modos de vida. Serão ações que envolvem extensão universitária, ensino e pesquisa com a possibilidade de as instituições paraenses reproduzirem, dentro de sua realidade, o modelo extensionista do Programa Trilhas Potiguares.

Para a pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação Física (Ppgef/UFRN), Leony Morgana, que ministrará oficinas sobre Brincadeiras de ontem e de hoje com avós e netos das comunidades paraenses, “será uma oportunidade única de conhecer suas vivências, cultura e histórias. E, ao mesmo tempo, promover momentos de integração entre diferentes gerações. Essa experiência, certamente, contribuirá para minha formação profissional e reforça a importância de iniciativas que fortalecem os vínculos familiares, valorizam as memórias afetivas e mostram como o movimento e a convivência favorecem a saúde e o bem-estar de todos”.
O pró-reitor adjunto de extensão e coordenador geral do Programa Trilhas Potiguares, professor Luiz Alves, considera que “uma ação extensionista dessa natureza só reforça a importância da universidade pública e o seu compromisso com sociedade civil, ao oferecer às comunidades parceiras perspectivas de desenvolvimento social, ambiental e nas diversas áreas de ação. Além disso, reforçou a importância da extensão na formação profissional e cidadã dos estudantes envolvidos em outra realidade que não seja a sua, na ampliação dos seus saberes e relacionamentos com discentes de outras Instituições para uma construção coletiva de profissionais mais capacitados”.
A ação será uma oportunidade de o IFPA e a Ufra ingressarem na rede de internacionalização da extensão no processo de cooperação no Sul Global, com os parceiros da UFRN: a Universidade de Múrcia e a Universidade de Save. A programação inclui uma culminância no dia 19 com um Seminário Internacional de Pesquisa e Extensão, em Belém, com estudantes, pesquisadores e gestores das instituições.
O coordenador do Trilhas Potiguares Amazônia no IFPA, professor José Ribamar da Cruz Freitas Júnior, considera que o projeto representa muito mais do que uma ação extensionista. Para ele, o Trilhas Potiguares Amazônia demonstra a força transformadora da extensão universitária. “Estamos unindo instituições brasileiras, africanas e europeias em torno de um objetivo comum: promover desenvolvimento, inclusão social, formação cidadã e intercâmbio de saberes. É a Amazônia dialogando com o mundo e, ao mesmo tempo, aprendendo com ele, sempre a partir das necessidades e potencialidades das nossas comunidades”.
A Ufra será representada na coordenação local pela professora Ticiane Santos. Para ela, celebrar os 30 anos do Trilhas Potiguares da UFRN recebendo a edição histórica Trilhas na Amazônia será um avanço no estado do Pará. A professora reforça que “a edição 2026, fortalecida pela união inédita entre UFRN, Ufra, IFPA e as instituições estrangeiras, provará que a extensão universitária não conhece fronteiras. Ver discentes e servidores cruzando o país para somar forças com as nossas realidades locais será emocionante. O coração do programa pulsa no encontro e na rica troca de saberes entre os nossos trilheiros, que construirão pontes de conhecimento, cultura e soluções sustentáveis junto às comunidades”.
Na proposição do Programa Trilhas Potiguares estão incluídos projetos de ampliação de uma rede de extensão, associada ao ensino e à pesquisa, com mais Instituições nacionais, incluindo as do Nordeste e estrangeiras da América Latina, para além do continente África.
Programa Trilhas Potiguares no RN
A equipe do Programa Trilhas Potiguares retorna a Natal no dia 20 de junho, contudo, os trabalhos não cessam. De 12 a 18 de julho e de 19 a 25 do mesmo mês, acontecerão as ações no estado potiguar em 15 municípios, sendo: Alexandria, Arez, Cruzeta, Frutuoso Gomes, Galinhos, Itajá, Lagoa de Velhos, Lajes, Martins, Maxaranguape, Pedro Avelino, Pureza, Ruy Barbosa, Serra Negra do Norte e Viçosa. As equipes estão em finalização de suas formações e as programações em início de planejamento. A expectativa é que sejam envolvidas cerca de 400 pessoas, incluindo parceiros do projeto UFPE No Meu Quintal, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus/BA.
Fonte: PTP/UFRN; Texto: Itamar Nobre; Edição: Maralice Freitas; Revisão: Rebeca Ribeiro.