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Docente do PPGCS lança livro sobre literatura de complexidade

Portal da UFRN

Tiago EneasCCET/UFRN

A literatura, por meio de seus diversos personagens e de suas múltiplas narrativas, nos apresenta um mundo mais ou menos familiar, algo que contribui para um maior entendimento não só da natureza humana, como de nossa própria inserção no mundo. Visando compreender melhor tal pluralidade, Alex Galeno, docente da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) e líder do Grupo de Estudos Transdisciplinares em Comunicação e Cultura, organizou o livro Literatura de Complexidade, publicado pela Editora da UFRN e disponível gratuitamente.


A obra conta com 11 capítulos, provenientes de trabalhos científicos que consideram a literatura enquanto discurso epistêmico (isto é, um modo de produzir saber) e como uma ferramenta auxiliar para entender aspectos sociais e culturais. Os textos analisam a produção de autores como Honoré de Balzac, Fiódor Dostoiévski, Virginia Woolf, Machado de Assis e Rachel de Queiroz. Além disso, discutem, de maneira transdisciplinar, temáticas como o jornalismo e a sociologia.


Há 20 anos atuando no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS) da UFRN, o professor Alex destaca que o livro é resultado das orientações que realizou ao longo desse período. Ele menciona também que o trabalho contribui especialmente para o campo da epistemologia. “Em um romance, é possível encontrar conexões sociológicas, antropológicas, psicológicas, econômicas, políticas e filosóficas. A literatura, como obra de arte, faz com que a ciência amplie seu horizonte de análise”, completa.


A ideia de literatura de complexidade


A noção de literatura de complexidade não se trata de uma categoria delimitante per se. Refere-se a algo mais amplo, que busca combinar ciência e literatura, ciência e poesia ou ciência e filosofia, considerando também questões artísticas e estéticas. Para Gustavo, professor da Universidade de Brasília (UnB) e prefaciador do livro, o conceito “aponta para a ideia singular de escuta social, observação ativa, às vezes manipuladora e calculadora, mas também capaz de respeitar e estimular a sociedade que faz falar”.


Fonte: CCET/UFRN. Texto: Tiago Eneas; Edição: Hellen Almeida; Revisão: Beatriz de Azevedo.