Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no portal. Ao utilizar o Portal do Sistema de Bibliotecas da UFRN, você concorda com a política de monitoramento de cookies. Para ter mais informações sobre como isso é feito e como remover, acessePolítica de cookies. Para saber como a UFRN trata os dados, acesse aPolítica de Privacidade. Se você concorda, clique em "Ciente".

Pesquisa internacional investiga doença de Chagas no RN

Portal da UFRN

Paiva Rebouças e Fabrício MontenegroSala de Ciência-Agecom/UFRN

Entre 2018 e 2022, o Rio Grande do Norte registrou 495 casos de doença de Chagas e 107 mortes, segundo a Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap). Causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo barbeiro, a infecção pode permanecer silenciosa por anos e evoluir para formas graves. Esse cenário mantém a doença de Chagas como um desafio persistente para a saúde pública e tem motivado uma pesquisa conjunta envolvendo os campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Pernambuco (UFPE), a Fiocruz Pernambuco e a Universidade de Nagasaki (Japão).


Nesta segunda-feira, 29, cientistas das quatro instituições viajam a Caraúbas, no interior do estado, para coletar os barbeiros em campo. A equipe, coordenada pelos professores Ramon Brito, Andressa Noronha, Antonia Claudia Câmara, do Programa de Pós-graduação em Biologia Parasitária (PPgBP), retorna a Natal nesta quarta-feira, 1º, quando inicia exames e análises no Laboratório de Biologia dos Parasitos da UFRN. O objetivo é compreender o papel das espécies na transmissão do Trypanosoma cruzi e ampliar as ferramentas de enfrentamento da doença.


Doença de Chagas matou mais de 100 pessoas entre 2018 e 2022 no RN – Foto: Josué Damasceno – FioCruz/Divulgação


O trabalho busca compreender como o parasita interage com as duas principais espécies de barbeiro do Nordeste, Triatoma brasiliensis e Triatoma pseudomaculata. Liderada pelo professor Ramon Brito, do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas (DACT/UFRN), a investigação analisa padrões como infecção do inseto, excreção, mortalidade e comportamento. 


Segundo Brito, ainda não existem estudos sobre as condições biológicas do barbeiro  infectado com diferentes genótipos do parasito circulante no RN, nem sobre  o seu desenvolvimento em diferentes partes do intestino. Para preencher essa lacuna, a pesquisa emprega a técnica CUBIC, que torna os tecidos transparentes e permite examinar cada porção do intestino sem dissecação. “Conhecer o comportamento e a distribuição desses insetos ajuda a identificar áreas de risco e a elaborar estratégias de controle e vigilância, contribuindo para políticas públicas de saúde”, afirma o pesquisador.


Fonte: Sala de Ciência – Agecom/UFRN; Texto: Paiva Rebouças e Fabrício Montenegro; Edição: Paiva Rebouças; Revisão: Rebeca Ribeiro.